O Bêbado e a Equilibrista – João Bosco
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Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos
A lua, tal qual a dona
de um bordel
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel
E nuvens, lá no mata-borrão do
Chupavam manchas tortura----das
Fazia irreverências mil
Pra noite do Bra----sil, meu
Que sonha com a volta do irmão
Com tanta gente que partiu
Num rabo de foguete
Chora a nossa
pátria, mãe gentil
Choram Marias e Clarices
No solo do Bra----sil
Mas sei que uma dor assim
Não há de ser inutilmen----te
Dança na corda bamba de
E em cada passo dessa linha
Pode se ma----chu----car
Sabe que o show de todo artista
Tem que conti---nu-----ar...
Transcribed by Gerard Koot (Amsterdam, The Netherlands) – july 2009